África  | 04/05/2017

Dhows cruzando ZANZIBAR

Os dhow, barcos tradicionais da ilha de Zanzibar, continuam  a ser construídos de forma artesanal. A arte desta construção, à qual os árabes chamam Al Qalafa, é original do sul do Golfo Pérsico que, a partir partir daqui, extendeu-se à costa suaíli. Esta tradição foi passada entre carpinteiros do arquipélago da Mafia, em Zanzibar, ou em Lamu, no Quénia.

As canoas são construídas no tronco da mangueira e os pequenos espaços entre tábuas são calafetados com um suave kapok natural (um tipo de algodão) impregnado em óleo de coco. A placa é impermeabilizada com uma gordura de tubarão nauseabunda chamada Mafuta Ya Papa. É levantado um mastro pequeno com velas de algodão e as cordas são entrançadas e feitas de fibra de coco. Finalmente, uma tábua exterior ao casco que serve de gangorra. 

Nesta construção há trabalho de meses com um únco rasgo de modernidade, o uso de pregos em vez da fibra de palma entrançada. As embarcações são montadas à sombra de coberturas de esteiras e trabalham com brocas de corda, formões e grampos.

Todos os anos, em Stone Town, as melhores tripulações de dhow disputam-se em grandes regatas durante o Tamasha Ziff Festival of the Dhow Countries, uma manifestação dedicada à cultura e às tradições suaílis. Realiza-se nos meses de Julho e Agosto.

     
     

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Agosto 2017

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