Ásia  | 12/08/2014

Rituais Funerários TANA TORAJA

Durante séculos, as terras altas de Sulawesi, a ilha em forma de orquídea da Indonésia, é a casa dos Toraja, um grupo étnico cuja vida gira à volta da morte.



Na civilização Toraja, parentes do falecido organizam um funeral que marca o regresso do morto ao seio de seus antepassados. Para eles, é muito importante que a cerimónia seja bem sucedida porque se ele ou ela ficar satisfeito irá velar, proteger e trazer boa sorte para a família.  



A cerimónia tem vários dias e uma vez concluída, o caixão será introduzido numa rocha sagrada junto aos seus antepassados. Até essa altura, a família deve construir quase uma cidade para abrigar os hóspedes de diferentes cantos do país, sacrificando alguns búfalos e cuidar dos convidados que participam num ritual único no mundo.



Segundo a tradição, os parentes têm que gastar pelo menos três meses da morte do falecido para celebrar o funeral. Durante este tempo, o corpo permanece em casa preservado pela injeção de uma mistura feita com ervas especiais e flores. Às vezes, mantém-se assim por mais de vinte anos até a família conseguir reunir o dinheiro para o enterro.



É necessário sacrificar muitos búfalos para o defunto viver feliz e ser respeitado no paraíso. As almas dos mortos só podem ir para o puja, o céu, quando o ritual de morte esteja concluído. A viagem para o puja requer um animal forte, porque é um caminho difícil que tem que atravessar montanhas e vales.



O caixão é transportado na sua última viagem pelos dos campos de arroz para sua nova casa, um buraco na rocha sagrada, enquanto o espírito do morto descansa feliz e a família fortaleceu a sua honra, estreitou laços e demonstrou a sua riqueza e generosidade.

     
     

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