Que fazer | Xinjiang

 

Ürümqi

Mais de três milhões de habitantes de Urumqi vivem num território que se estende por uns 20 km através de uma planície fértil na sombra das montanhas Tian Shan. Blocos de apartamentos e torres altas compõem o horizonte moderno da cidade, o que torna inimaginável pensar que passaram por aqui camelos errantes e existiram caravançarais antigos. Como um centro que concentra o rápido crescimento da Ásia Central, a cidade faz negócios com os comerciantes de Pequim para Baku e recebe uma mistura exótica de pessoas. Sinais cirílicos e cantos com cheiro de kebab acrescentam um toque da Ásia Central, mas na realidade mais de 75% dos habitantes de Urumqi são atualmente da etnia chinesa Han. Urumqi não é uma cidade histórica, mas o museu provincial é excelente e existem bairros uigures realmente interessantes.

 

Turpan

Turpan é o Vale da Morte da China. Localizado a 154 metros abaixo do nível do mar, é a segunda depressão mais baixa do mundo e o local mais quente da China. Em Julho e Agosto as temperaturas chegam a subir acima dos 40 ° C, fazendo com que os habitantes locais, bem como turistas, vivam num estado constante de semi-sonolência. Apesar do calor, a água subterrânea e o solo fértil da depressão de Turpan têm persistido, durante centenas de anos, num verdadeiro oásis do deserto, evidenciado pelas ruínas centenárias das cidades antigas, quartéis do exército imperial e grutas budistas. Embora Trupan tenha sido habitada há milhares de anos, porque outrora foi uma paragem importante da zona norte da Rota da Seda, tem sido cobiçada e regida por diferentes grupos, como o Xiongnu, Han, Tiele, ou os tibetanos e uigures, atualmente, a nova cidade é bastante recente e os locais históricos estão espalhados ao redor. Mesmo assim, respira-se uma atmosfera especial a História e tradição, e nada como esquecer-se do mundo e beber uma cerveja gelada Xinjiang debaixo das vinhas numa noite quente de Verão. Outro dos prazeres de viajar através desta província.

 

Dünhuáng

O oásis fértil de Dunhuang foi um refúgio para os viajantes cansados que percorrem a Rota da Seda. A maioria dos visitantes ficou apenas o tempo suficiente para mudar de camelo e recuperar do caminho cansativo com alguns alimentos. Mas outros estabeleceram-se e construíram fortalezas, torres e magníficos templos-grutas agora encontrados nas proximidades. Estes vestígios arqueológicos, juntamente com as paisagens que geram as dunas de areia, fazem de Dunhuang um ótimo local a visitar. Apesar da localização remota, a rendimento per capita é dos mais elevados da China, graças às energias alternativas, pois é uma zona de muito vento e produz energia solar. Atualmente, a cidade é moderna, mas não manteve o ambiente de santuário no meio do deserto. Com ruas limpas e arborizadas, tráfego lento, mercados movimentados, hotéis, cafés e lojas de souvenirs, manteve-se como um lugar de paragem e descanso para o viajante cansado.

 

Kuqa

Kuga faz parte de um excelente triângulo cultural juntamente com Kashgar e Hotan, e vale mesmo a pena fazer uma paragem por um par de dias para explorar os bazares e visitar as ruínas no deserto circundante. A outrora florescente cidade-estado, conhecida como Qiuci, foi um centro de budismo importante e famosa, especialmente durante a época Tang, pela música e bailarinos. Kumarajiva (344-413 dC), filho de pai indiano e da princesa Kuqean, nasceu aqui e foi o primeiro grande tradutor de sutras budistas em sânscrito para o chinês. Depois foi enviado para a China Central para fazer traduções de cânones budistas. Quando Xuan Zang, um monge do século VII, passou nas imediações Subashi, escreveu que duas enormes estátuas de Buda de 30 metros de altura ladeavam a porta ocidental de Kuqa, e que nos mosteiros viviam mais de 5.000 monges.

 

Hämì

Com a famosa produção de melão doce, Hami era uma paragem muito aguardada na Rota da Seda para os viajantes antigos. Hoje em dia ainda vale a pena parar neste lugar. Há locais suficientes para visitar e manter os viajantes ocupados, pelo menos durante um dia inteiro.

 

Kashgar

Enquadrado no canto mais ocidental da China, está geograficamente mais perto de Teerã e Damasco que de Pequim. Kashgar foi o epicentro do comércio regional e o intercâmbio cultural durante mais de dois milénios.
Nos últimos anos, a modernidade espalhou-se em Kashgar como uma tempestade de areia. Atualmente, as estradas, ferrovias e aviões ligam a cidade com o resto da China, uma circunstância que provocou ondas de imigração Han e destruiu setores inteiros da antiga cidade em nome do progresso económico. Apesar de todas estas mudanças, o espírito de Kashgar sobrevive. Artesãos uigures continuam a trabalhar com o martelo e cinzel nas instalações das ruas secundárias, os comerciantes ainda regateiam nos bazares movimentados e as carroças puxadas por burros ainda abrem caminho nos subúrbios de Kashgar.
Mergulhar nas ruas, comer alguns petiscos, conversar e regatear com os vendedores de tapetes locais e visitar os lugares mais sagrados em Xinjiang. Um autêntico luxo em Kashgar. E não se pode perder o mercado de gado ao Domingo, um espetáculo que traz muitos autocarros de turistas que chegam para o visitar.

 

A Estrada de Karakoram

A estrada de Karakoram, na passagem de Khunjerab (4.800 m), é uma das estradas mais espetaculares do mundo e a porta de entrada da China para o Paquistão. Durante séculos, as caravanas perseverantes utilizaram esta rota. Khunjerab significa vale de sangue, e deve o seu nome aos bandidos locais que atuavam na zona com assassinatos e pilhagens às caravanas dos mercadores.

 

Yarkand

No fim do percurso mais importante da Índia britânica, na passagem do Karakorum para Leh, Yarkand foi, durante séculos, um importante centro da Rota da Seda, em vez de ser um importante centro de comércio da lã cachemira. Vale a pena fazer uma paragem nesta cidade tradicional e conservadora.

 

Hotan

Esta cidade oásis, e a bacia hidrográfica circundante, têm uma longa e ilustre história intimamente ligada à Rota da Seda. Hotan assentou-se na junção da Rota da Seda do Sul com as rotas de comércio para a Índia. Com a água que vinha das montanhas próximas de Kunlun, tornou-se no maior assentamento do oeste de Xinjiang e, além de ser um centro de comércio estável, facilitou as trocas culturais e tecnológicas.